Para o tratamento inicial da isquemia mesentérica aguda, deve-se realizar estabilização hemodinâmica, com reposição hidreletrolítica e correção dos distúrbios acidobásicos. A administração de antibióticos de amplo espectro é obrigatório devido a alta incidência de hemoculturas positivas em pacientes com isquemia mesentérica aguda, além de se ter observado uma redução na extensão e na gravidade da isquemia intestinal em estudos experimentais. O antimicrobiano deve ser efetivo contra microrganismos anaeróbios e gram-negativos.
Em caso de isquemia mesentérica crônica, a revascularização cirúrgica é a opção terapêutica, incluindo revascularização anterógrada ou retrógrada, reimplantação da artéria mesentérica superior na aorta e endarterectomia mesentérica transarterial. Como alternativa menos invasiva, há a angioplastia transluminal mesentérica com ou sem inserção de stent. Avalia-se a melhor opção de tratamento considerando-se alívio dos sintomas, taxas de sobrevida e período de tempo sem recorrência do quadro. Estudos recentes têm apontado uma taxa de mortalidade menor do que 10%, com sucesso em mais de 90% dos casos.
A angioplastia é um procedimento que visa restauração do fluxo sanguíneo por uma artéria estreitada (estenose) ou obstruída (ocluída completamente), através da dilatação dessas obstruções com balões especiais. Consiste na introdução de cateteres e balões que quando insuflados na área escolhida ampliam a luz do vaso comprometido, podendo posteriormente implantar-se ou não uma prótese metálica, prótese esta conhecida como stent. Tem como principal objetivo de manter a área comprometida aberta. No caso da angioplastia mesentérica, faz-se a desobstrução de artérias que irrigam intestinos, fígado, baço, estômago, pâncreas, por exemplo. Tem como objetivo evitar a falência desses órgãos e suas graves complicações.