Embolização prostática

A embolização prostática é um procedimento minimamente invasivo usado para tratar a hiperplasia prostática benigna (HPB), uma condição caracterizada pelo aumento da glândula prostática. Durante o procedimento, um cateter é inserido na artéria femoral e guiado até as artérias prostáticas. Pequenas partículas são então injetadas para obstruir as artérias que alimentam a próstata.

  • Embolização das artérias prostáticas
  • Como é feito o diagnóstico da HPB?
  • O que é embolização prostática?
  • Trata-se de um procedimento minimamente invasivo
  • A ilustração compara uma próstata normal (esquerda) e uma aumentada (direita).
  • A figura mostra a embolização das artérias que alimentam a próstata.

Embolização das artérias prostáticas

A hiperplasia prostática benigna (HPB) ou o aumento da próstata, é o tumor benigno mais frequente na população masculina. Doença de alta prevalência, ou seja, acomete mais de 50% dos homens acima de 70 anos de idade e tem como fatores de risco principais a idade avançada e a influência por anos da testosterona (o principal hormônio sexual masculino).

Os sintomas provocados pela HPB podem comprometer significativamente a qualidade de vida do paciente sintomático e, por conseguinte, dos familiares que convivem com ele. Dentre os principais sintomas urinários destacam-se: jato urinário fraco, demora e dificuldade para urinar, esforço miccional, interrupção da micção, aumento da frequência da micção (sobretudo à noite, quando o paciente se levanta várias noites para urinar), sensação de esvaziamento incompleto da bexiga, urgência para urinar, entre outros.

Como é feito o diagnóstico da HPB?

Para fazer o diagnóstico, cabe ao urologista observar um possível aumento do volume da próstata por meio do toque retal.  Além disso, o exame de PSA deve ser realizado para ajudar a descartar a presença de câncer da próstata. Nos pacientes sintomáticos, exames complementares como ultrassonografia e urofluxometria são necessários, pois ajudam a avaliar a repercussão da obstrução prostática sobre o trato urinário (bexiga, ureteres e rins).

Os pacientes candidatos à embolização da próstata deverão ser submetidos a avaliação pela ressonância magnética, pois trata-se de estudo diagnóstico muito mais detalhado que a ultrassonografia. Quando a glândula mede até 90 gramas o tratamento cirúrgico tradicional é a RTU. A prostatectomia aberta normalmente está indicada para próstatas maiores de 90 gramas.

O que é embolização prostática?

 Trata-se de um procedimento minimamente invasivo que não necessita de internação e é feito sob anestesia local. Semelhante ao cateterismo, um minúsculo tubo flexível de 2 milímetros de diâmetro (cateter) é introduzido na artéria femoral (virilha). Sob orientação de um aparelho que emite raios X, este tubo navega até a próstata e uma substância feita de resina acrílica inofensiva ao organismo (semelhante a grãos de areia) é injetada dentro da próstata com o objetivo de reduzir a sua circulação. Após isto, a próstata começa a diminuir de tamanho e alivia a obstrução da uretra permitindo a passagem da urina.

Sua execução envolve etapas extremamente padronizadas, o que configura mais rapidez e segurança para o paciente. Um cateter será inserido na virilha até a região da próstata e por meio dele serão aplicadas pequenas esferas no interior das artérias que irrigam a próstata. Dessa forma, a próstata irá diminuir de tamanho ao longo de algumas semanas. Na verdade, e sendo mais específico, a maior parte dos pacientes refere uma melhora súbita dos sintomas após 4 semanas.

Um dos grandes diferenciais da embolização das artérias prostáticas é que ela não exige internação, a anestesia é local(na virilha) e não há necessidade de uso de sondas. E justamente por ser verdadeiramente minimamente invasiva, o paciente poderá realizar o procedimento e voltar para a casa no mesmo dia.

Outra vantagem é que através desse método os pacientes continuam apresentando ejaculação durante o orgasmo, fato que não pode ser considerado nas outras técnicas. Mas, vale lembrar que a embolização das artérias prostáticas é apenas uma das alternativas de tratamento. Existem vários outros procedimentos que poderão ser realizados. A escolha da opção ideal vai depender diretamente da gravidade do quadro, bem como de uma análise feita pelo médico.

Trata-se de um procedimento minimamente invasivo

Trata-se de um procedimento minimamente invasivo que não necessita de internação e é feito sob anestesia local. Semelhante ao cateterismo, um minúsculo tubo flexível de 2 milímetros de diâmetro

Deve-se entender que a EAP não foi feita para tratar a HPB, e sim os sintomas decorrentes da HPB. A embolização pode proporcionar a melhora parcial ou total dos sintomas do trato urinário baixo (prostatismo) que surgem em decorrência do crescimento da próstata pela HPB. As principais vantagens da EAP é ser minimamente invasiva, o paciente pode ir para casa no mesmo dia, não é feita pela uretra (e sim por uma punção na virilha), sob anestesia local e com ótimos resultados. É indicada para tratar próstatas de qualquer tamanho e. Além disso, não compromete a função sexual do paciente. A embolização não impossibilita a realização de outros tratamentos cirúrgicos tradicionais. A EAP pode auxiliar as cirurgias tradicionais pois diminui a circulação (vascularização) da próstata, reduzindo os riscos de sangramento. Quando a glândula mede até 90 gramas o tratamento cirúrgico tradicional é a RTU. A prostatectomia aberta normalmente está indicada para próstatas maiores de 90 gramas. 

Vale ressaltar que a HPB é uma doença de alta prevalência, associada com a idade avançada e à testosterona (o principal hormônio sexual masculino). Estima-se que 90% dos homens irão desenvolver a doença em algum momento da vida. Apesar de ser uma doença benigna, os sintomas da HPB comprometem de a qualidade de vida do paciente e daqueles que convivem com ele. Os principais  sintomas urinários são jato urinário fraco, demora e dificuldade para urinar, esforço miccional, jato urinário intermitente,  aumento da frequência urinária, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga, urgência para urinar e, em alguns casos, a incontinência urinaria.

A ilustração compara uma próstata normal (esquerda) e uma aumentada (direita).

A figura mostra a embolização das artérias que alimentam a próstata.

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