Trata-se de um procedimento minimamente invasivo que não necessita de internação e é feito sob anestesia local. Semelhante ao cateterismo, um minúsculo tubo flexível de 2 milímetros de diâmetro (cateter) é introduzido na artéria femoral (virilha). Sob orientação de um aparelho que emite raios X, este tubo navega até a próstata e uma substância feita de resina acrílica inofensiva ao organismo (semelhante a grãos de areia) é injetada dentro da próstata com o objetivo de reduzir a sua circulação. Após isto, a próstata começa a diminuir de tamanho e alivia a obstrução da uretra permitindo a passagem da urina.
Sua execução envolve etapas extremamente padronizadas, o que configura mais rapidez e segurança para o paciente. Um cateter será inserido na virilha até a região da próstata e por meio dele serão aplicadas pequenas esferas no interior das artérias que irrigam a próstata. Dessa forma, a próstata irá diminuir de tamanho ao longo de algumas semanas. Na verdade, e sendo mais específico, a maior parte dos pacientes refere uma melhora súbita dos sintomas após 4 semanas.
Um dos grandes diferenciais da embolização das artérias prostáticas é que ela não exige internação, a anestesia é local(na virilha) e não há necessidade de uso de sondas. E justamente por ser verdadeiramente minimamente invasiva, o paciente poderá realizar o procedimento e voltar para a casa no mesmo dia.
Outra vantagem é que através desse método os pacientes continuam apresentando ejaculação durante o orgasmo, fato que não pode ser considerado nas outras técnicas. Mas, vale lembrar que a embolização das artérias prostáticas é apenas uma das alternativas de tratamento. Existem vários outros procedimentos que poderão ser realizados. A escolha da opção ideal vai depender diretamente da gravidade do quadro, bem como de uma análise feita pelo médico.