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O que são miomas?

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O que são miomas?

Os miomas uterinos são tumores musculares benignos (sem relação com o câncer) e representam o tumor pélvico mais comum nas mulheres, acometendo cerca de 20 a 40%, ao redor dos 35 anos.
Embora estejam associados à produção de hormônios na fase reprodutiva da mulher, as causas do surgimento de miomas ainda são totalmente conhecidas pela ciência. Contudo, estudos apontam que a incidência é maior em mulheres da raça negra e naquelas com histórico familiar de miomas ou com alterações genéticas nas células do útero. O diagnóstico se baseia na entrevista do médico com a paciente (anamnese), exame ginecológico e ultrassonografia da pelve. A histerectomia, que consiste na retirada do útero, tem sido o tratamento primário dos miomas uterinos, principalmente, em pacientes com prole constituída. Nos EUA, um terço de todas as histerectomias têm como indicação específica a presença de sintomas relacionados aos miomas. Entre os anos de 1980 a 1993, foram realizadas cerca de oito milhões de histerectomias nesse país, sendo que os sintomas causados pelos miomas foram a principal indicação dessa cirurgia. Dados recentes estimam que 600.000 mulheres estadunidenses realizam a retirado do útero ao ano, sendo que outras 40.000 realizam a miomectomia (remoção dos miomas com preservação do útero) e outras 250.000 estão sob tratamento com uso de medicações hormonais específicos, como forma de tratamento desses miomas. Entretanto, a literatura demonstra que boa parte das mulheres submetidas à cirurgia, optariam por outro tipo de procedimento que não a histerectomia. 

            No Brasil, estima-se que cerca de 300.000 mulheres recebem a indicação da remoção do útero todos os anos, sendo o mioma a principal indicação dessa cirurgia. A retirada do útero (histerectomia) em nosso país cresce cerca de 10% ao ano, sendo essa, a segunda cirurgia mais frequentemente realizada nas mulheres em idade reprodutiva, perdendo apenas para os partos cesareanos.  A região nordeste é a região aonde mais se realiza a retirada do útero e, segundo dados do Ministério da Saúde, entre os anos de 2006 a 2008, a Bahia foi o estado campeão em histerectomias, aonde 24.965 cirurgias deste tipo foram realizadas, ultrapassando São Paulo, o segundo colocado com 20.872 histerectomias. 

            Nesse contexto, a embolização do(s) mioma(s) uterino(s) surge como método não cirúrgico, minimamente invasivo (sem cortes) e altamente eficaz no tratamento dos miomas. Trata-se de uma opção bastante atraente, segura (baixíssimos índices de complicações), com curto tempo de internação e rápido retorno da mulher às suas atividades diárias, físicas e de trabalho. Desde que o médico francês Jacques Ravina realizou a primeira embolização de mioma uterino em 1974, a técnica e materiais especícos para o tratamento dos miomas vêm evoluindo rapidamente, beneficiando um número crescente de mulheres portadoras desse tipo de doença, particularmente as que desejam o tratamento do(s) mioma(s) sem a retirada do útero e com excelentes resultados em relação ao controle dos seus sintomas e rápida recuperação. Dispor de alternativas para o tratamento dos miomas, envolvendo sempre uma equipe multidisciplinar (Ginecologista e Radiologista Vascular Intervencionista), tem como objetivo oferecer o melhor tratamento em cada caso, sem grandes intervenções cirúrgicas e longos períodos de recuperação e preservando o útero, algo que ganha bastante importância nos dias atuais. 


Fontes:  

1. www.sirweb.org/medicalprofessionals/GR_PDFs/UFE_Grand_Rounds;

2. N Eng J Med 2009;361:690-7;

3. www.promatrix.com.br;

4. Silva C.M.C. ; Santos I.M.M.; Vargens, O.M.C. Histerectomia e mulheres em idade reprodutiva. Esc. Anna Nery Rev. Enferm., v. 14, n. 1, p. 76-82, 2010;

5. DATASUS – Ministério da Saúde.

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